segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ministério da Justiça prepara Aliança Nacional de combate ao crack.

A VOLTA DA POLÍTICA DE COMBATE ÀS DROGAS

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (foto), começa a dar pistas sobre o que o governo da presidente Dilma Rousseff pretende realizar na área de AD. Além de mudar a SENAD de pasta e (co)mando, definiu combater as drogas “com todas as armas de que dispõe”.


Por orientação da presidente, percorrerá Estados - a começar pelo Rio de Janeiro e por São Paulo - em busca de alianças com governadores para integração das polícias Federal, Civil e Militar e das áreas de inteligência. Dessa forma, enfim, a Secretaria mostra a sua cara, fazendo-a definir uma vez por todas - a  fórceps -  sua verdadeira identidade, mesmo que contrariando as diferentes correntes e ideologias.

Aliança Nacional?? O que é isso companheiro??

Segundo o ministro, o combate ao crack será uma de suas prioridades, vez que “... é a pior das drogas. É a pior porque é barata na sua fabricação, fácil de ser produzida e traz um dano à saúde brutal”, complementando que esse trabalho requer “atenção especial e todo um conjunto de ações preventivas, repressivas e que devem estar casadas. Isso tudo será desenvolvido pelo ministério, pela Senad e vai fazer parte da discussão nos estados”, na busca de uma “aliança nacional de Combate ao Crack”, dispara o novo czar das drogas em entrevista exclusiva ao Correio Brasiliense, nessa última segunda-feira (10/01).

ATENÇÃO: PISTA MOLHADA!!

A nosso ver, o ministro ressuscita um desgastado mote integrando-o a já consensuada Política Nacional de Assuntos sobre Drogas (PNAD), agora dessa feita, com mais enfáse ico com a área de Segurança Pública, reforçando assim, segundo o ministro que “além do papel preventivo da Senad e a integracão com a área de segurança...” pasmén, “terá política de prevenção, repressiva, já que tem que ter uma interface com a Polícia Federal. Essa ideia de caixas que não se comunicam qualifica um equívoco administrativo. Vamos pensar de forma integrada”, culminando com a retórica de quem está pegando o bonde andando (grifo nosso).

O ministro pretende ainda conversar, até o final dessa semana, com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para montar ações conjuntas de tratamento aos dependentes químicos.

Dependendo do que o Ministro Cardoso encontrar no MS - se o ministro Padilha não fez na Coordenação de Saúde Mental uma mudança radical, encontrará tudo o que não foi feito nessa área, mas isso é tema para uma outra matéria.

SENAD MUDA DE PASTA E COMANDO. SERÁ?

O Diário Oficial da União de hoje, 10/01/2011, publica o Decreto nº 7.426/11 que trata da transferência da SENAD, do CONAD e do FUNAD para o Ministério da Justiça - MJ.

Ao escolher o MJ para absorver a estrutura da Secretaria, o governo contemplou - enquanto coerência com a missão do Ministério e grau de importância - apenas um viés da SENAD no que diz respeito a eficiente gestão do FUNAD, identificando esse aspecto como ponto forte dos trabalhos realizados por àquela Secretaria desde sua existência, ou seja, toda expertise e manejo dos recursos advindos das apreensões de drogas e do narcotráfico.

A dúvida agora é saber de que forma o MJ tratará das questões relacionadas a prevenção, tratamento e reinserção social do dependente químico no âmbito daquele Ministério, com toda a visão e vocação policialesca, passando agora a controlar todas as ações federais de repressão e prevenção às drogas.